
Poderia chamar-te tanta coisa.
Colar a minha boca ao teu ouvido e chamar-te inútil.
Não o faço.
Chegar-me perto de ti lembra-me que há desejos que não acompanham o apagar dos dias. Não cedem ao cinzento, à chuva, ao vento. Não se quedam quando me viras as costas. Ou quando negas o vício perpetuado entre nós.
Cansa-me apenas os caminhos ténues que nos envolvem.
E hoje, sempre vens?