février 23, 2009


[Gabriele Rigon]



Na tua nudez encerro a minha mudez.



février 04, 2009

Regresso.



Poderia chamar-te tanta coisa.
Colar a minha boca ao teu ouvido e chamar-te inútil.


Não o faço.

Chegar-me perto de ti lembra-me que há desejos que não acompanham o apagar dos dias. Não cedem ao cinzento, à chuva, ao vento. Não se quedam quando me viras as costas. Ou quando negas o vício perpetuado entre nós.


Cansa-me apenas os caminhos ténues que nos envolvem.


E hoje, sempre vens?



janvier 30, 2009

O jogo.

[R. Avedon]

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Brincar ao amor é fingir que se acredita.
Um dia na roleta do coração.
Quando depois se lançam os dados embalam-se outras bocas, outros sexos, outros braços.

O amor: a nossa obra.
Uma perspectiva distorcida de algo inútil confinado à morte.

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